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Dia contra o Racismo


Dia 9 de Novembro comemora-se o dia Contra o Racismo, deixando aqui um belo poema escrito pela Lourdes Custódio.

 

Não somos do mesmo país

E temos diferente cor

Mas sabemos de igual modo

o que é sentir amor

e gostamos de brincar

uns com os outros

porque assim

Eu ajudo-te a ti

Tu ensinas-me a mim…

E nesta troca engraçada

A brincar, a partilhar

O futuro certamente,

Vai crescer e melhorar!

 

Diferente mas igual

Não igual como diferente

O mundo é afinal…

Um lugar de toda a gente!

Agradecimentos


Boa noite a todos,

É  muito bom ler todos os comentários por vós deixados, agradecendo, desde já, todo o vosso apoio e dedicação. Ficamos muito contentes se os conteúdos e recursos deste blog vos são úteis e tal como ficamos muito gratas pelos vossos elogios. Sentindo assim que o nosso objectivo está a ser alcançado.

Obrigada a todas.


“Todo Tipo de Gente (Brasília – 2008)” foi produzido pelo INDICA, com a participação de crianças do projecto Bem-me-quer.

Vale a pena espreitar…


No ano passado realizei uma actividade sobre as semelhanças e diferenças entre as pessoas com as crianças de Jardim-de-Infância (3 – 5 anos). Perguntei às crianças se achavam que éramos todos iguais ou diferentes e o porquê. As respostas dadas foram interessantes, visto a sua idade e, por esse mesmo  motivo, decidi partilhar algumas das suas ideias sobre este tema.

 

“Somos todos iguais. As caras são todas iguais porque toda a gente tem boca e orelhas e tem nariz e olhos. Todos temos barriga” (M.O – 3 anos);

 

“Não somos iguais, as meninas têm molas e tem unhas grandes e os meninos têm bolas pretas” (J.F. – 4 anos);

 

” O meu pai é igual a minha mãe e eu também sou igual à minha mãe e ao meu pai” (A.M. – 4 anos);

 

“Não somos iguais porque as roupas não são iguais, as roupas das meninas são diferentes. As cuecas são de muitas cores. Os pais da M.C. não são iguais aos meus. Algumas meninas têm caracóis e o A.V. não tem caracóis. O teu cabelo não é igual ao meu. Mas o meu pai é igual à minha mãe e eu sou igual à minha mãe e ao meu pai. O meu cão não usa roupas. As meninas têm camisolas e tomam banho e eu também. As meninas têm pilinha e eu também. A mãe e o papá têm nomes” (A.F. – 4 anos)

 

“Somos todos iguais. Eu sou igual à C.A. e também sou igual a ti porque ela também é minha amiga. Sou igual a L.A., N.C, A.A, ao Y.C, também sou tua amiga. A minha mãe é minha amiga” (M. – 3 anos);

 

“As meninas têm cabelo comprido e os meninos não têm. O meu pai tem cabelo curto. Eu sou igual a mãe porque temos cabelos compridos” (M.R. – 4 anos);

 

” Alguns meninos podem ter olhos iguais” (C.A. – 5 anos)


“Não somos todos iguais. Eu tenho bibe azul, o Y.C. tem bibe azul e o J.B. tem um bibe azul. O R.S. tem um bibe azul como eu. A C.A.  não tem um bibe mas a L.A. tem igual à P.F. E aquela, aquela e a A.S. O meu cabelo não é igual ao da L.A. mas os olhos sim. O pai tem pilinha mas a mãe tem pachosso, não tem pilinha. Eu não tenho camisola igual ao da C.A.” (A.A – 3 anos)

 

 

“Não somos todos iguais porque tem olhos diferentes, os da Céline são castanhos e os do J.G. e o A.V. têm olhos verdes. Não somos todos iguais porque a tua cara não é como a minha. As meninas têm pipi e os meninos não. Eu moro no Nadadouro e o J.G. também mas os outros meninos não. Não moramos todos no mesmo sitio” (R.S. – 5 anos)

 

“Não somos todos iguais porque os mais grandes, os meninos fazem eles e as meninas fazem elas. A minha mãe diz que somos todos iguais mas não é. Existem meninas e meninos e não são iguais porque têm cabelos diferentes, o meu cabelo é castanho mas o R. tem cabelo preto e curto porque tem muito assim. Os rapazes e raparigas são muito elegantes mas a minha mãe é muito gorda, ela come muito e o meu pai é magrinho, o cabelo dele é mais curto do que as meninas porque as raparigas têm pipi. As minhas maminhas são pequenas e da minha mãe são grandes. Devemos ser amigos mas às vezes não somos porque o Y.C. não é amigo porque faz mal, bate, bate, bate, empurra, empurra, empurra” (N.C. – 3 anos)


“O teu cabelo é preto e o da S. é igual ao meu. Podemos ter amigos, amigas do coração, ter beijinhos e abraços. Somos iguais porque temos bibes iguais, Os meninos são iguais às meninas porque têm camisolas” (A.S – 3 anos)

 

“Os rapazes não são iguais às raparigas porque têm cabelo curto e são maiores do que as meninas. Os mais velhos não são iguais às raparigas, os rapazes devem brincar com os rapazes e as raparigas com as raparigas. O meu pai é mais velho que a minha mãe. Algumas roupas temos iguais uns aos outros. Os pais são mais velhos do que as mães. Não somos todos iguais porque outras coisas são diferentes de nós todos e outras são iguais. Algumas meninas podem ser um pouco diferentes dos outros animais. alguns meninos são mais pequenos do que outros, alguns são mais velhos do que os outros. O Y. não é igual é mais pequenino e só faz disparates. Todos nós devemos tomar banho para ficarmos iguais porque assim não somos iguais e assim ficamos a saber qual nós somos” (L.A. – 5 anos)


Recebi um mail sobre um seminário de Necessidades Educativas Especiais que irá decorrer no próximo mês de Novembro de 2010. Caso estejam interessados vejam o programa abaixo indicado ou nno caso de quererem mais informações poderão aceder ao blog da oficina de Ideias:

http://oficinadeideias.com.sapo.pt/necessidadeseducativasespeciais.htm


Todos nós temos direito ao amor….

 

reflexão


Imagens impressionantes e muito emocionantes que nos fazem pensar e reflectir sobre a nossa vida, o que temos, a sorte que temos mas que não valorizamos por vivermos numa sociedade consumista e o nosso grande desejo em querer mais e muito mais, comparando-nos sempre com o que tem o nosso vizinho, esquecendo  talvez o que é mais importante.